Wednesday, September 7, 2011

DESDE MEU ÚNICO PEDAÇO DE TERRA


















DESDE MEU ÚNICO PEDAÇO DE TERRA

Já vem a crua ressaca

o pássaro com sua nudez
os ecos de sol.

Já vem a rua

cheia de teus lábios
de teus dedos úmidos.

Toda a evidência da noite

vem,
com sua geometria mortal
e seu engano, vem.

Diz adeus como um ulmeiro morto

aquela leve tumba junto ao mar
que ainda esperava o milagre.

Já chega a madrugada

com seus discursos e seus táxis
a cidade com suas pontes
e suas luzes solitárias
a música quebrado-se nas árvores.

Depois eu passo

sem luz nem sombras,
e permaneço em teus olhos
como se fossem eles
o único pedaço de terra firme
que conheço.

© Yosie Crespo
 
Tradução: Saulo G. de Sousa.

Último poema de amor para Lía

Yo me había separado de ti de eso que al transcurrir el tiempo se va configurando en algo tan duro como la memoria donde el sueño...